Se você é uma pessoa ligadas a notícias mundiais, certamente você é metralhado com notícias sobre problemas ambientais. Um dos mais discutidos atualmente é a quantidade de plástico que se encontra nos oceanos. Não é preciso ser um gênio para perceber que isso causaria danos irreparáveis a vida marinha.

Você já ouviu falar em zonas mortas? De acordo com um estudo publicado na revista Science, o tamanho das áreas sem oxigênio nas águas abertas do oceano quadruplicou desde meados do século 20. E zonas com muito pouco oxigênio perto das costas se multiplicaram por 10. Isso pode causar a extinção em massa de espécies em longo prazo, colocando até risco a vida de muitas pessoas que dependem da pesca.

As zonas mortas são grandes extensões de água que contêm pouco oxigênio, portanto, o local é incapaz de sustentar uma vida marinha. Essas zonas ocorrem naturalmente no oceano. O grande problema é que a proporção está se expandindo em uma proporção assustadora desde 1950.

Todo o processo é consequência da ação de nutrientes ricos em nitrogênio contidos em fertilizantes usados pelos agricultores nas lavouras. Essas zonas são criadas quando o nitrogênio proveniente de adubos e esgotos estimula o crescimento de plâncton fotossintético na superfície de águas costeiras. Depois que tais nutrientes serem absorvidos e carregas por rios, vão parar em águas das regiões litorâneas.

Além disso tudo, a falta de oxigênio também pode fazer o oceano liberar substâncias químicas perigosas, como o óxido de nitrogênio, um gás com efeito estufa 300 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono. Mas os especialistas avaliam tratar-se de um problema que tem uma solução. “Parar a mudança climática exige um esforço global. Mas mesmo as ações locais podem ajudar a diminuir o oxigênio produzido pelo excesso de nutrientes”, disse Breitburg.

Fonte: Fatos desconhecidos